As três camadas
No topo estão os importadores, que desalfandegam, pagam a carga e têm o stock. Por baixo deles, os grossistas de produtos alimentares turcos e do Médio Oriente entregam caixas a mercearias, restaurantes e pastelarias em rotas regulares. Na base, a loja vende a tablete, a caixa de delícia turca e o saco de drageias à família que entra pela porta. A mesma caixa passa pelas três camadas, e é por isso que o preço na prateleira é o que é. Em Portugal há ainda outra via possível: parte do produto pode não chegar diretamente da Türkiye, mas através de distribuidores instalados noutros países da União Europeia, o que acrescenta mais um elo à cadeia.
O que a prateleira já tem
As marcas turcas nacionais: tabletes, wafers, bolachas, delícia turca em caixa, halva. Os importadores trazem-nas há anos e os grossistas conhecem bem a rotação. Essa parte da prateleira está resolvida e não somos a via para ela. As linhas de marca são obtidas a pedido, mas não são o nosso foco.
O que costuma faltar
As linhas de Gaziantep que saíram da diáspora: a barra recheada com creme de pistácio e kadayif, os copinhos de creme de pistácio, o creme de pistácio para barrar com 30 % de pistácio, as drageias de pistácio coberto e a delícia turca especial com cobertura de pistácio ou de kadayif. Vêm de produtores regionais mais pequenos, sem departamento de exportação, e por isso chegam tarde a Portugal, ou não chegam. Um importador ou um grande grossista que as queira precisa de uma contraparte capaz de juntar as linhas de vários produtores num contentor, com um só conjunto de documentos. É esse o serviço: somos uma empresa de exportação, não a fábrica, e identificamos o produtor de cada linha.
Como funciona uma segunda origem
O importador mantém o seu primeiro fornecedor para as marcas nacionais e acrescenta, algumas vezes por ano, um contentor de Gaziantep para as especialidades. Cada linha tem na proposta a sua palete, o seu mínimo, a sua ficha técnica e a sua posição pautal. O contentor segue com o certificado de circulação A.TR, que acompanha a mercadoria entre a Türkiye e a União Europeia, e as fotografias da carga chegam ao importador antes de o contentor sair de Mersin. Um grossista que não importa diretamente pode, ainda assim, lançar a encomenda e fazê-la passar pelo seu importador.
O que o grossista pergunta antes de aceitar uma linha
Um grossista faz três perguntas a uma linha nova: vende-se à caixa na mercearia, aguenta uma carrinha sem frio em agosto, e chega com um rótulo em português que dispense reetiquetagem na loja. As linhas de Gaziantep respondem de forma diferente. O frasco de creme e a embalagem de drageias vendem com regularidade e viajam bem; a barra de chocolate de manteiga de cacau precisa de cuidado no verão; e todas as linhas chegam com os dados do produtor para um rótulo que o importador aprova antes de se imprimir.
O que enviar
As linhas que não consegue ter, ou que recebe tarde, os formatos, as quantidades que tem em mente e o porto ou o armazém. Em dois dias úteis recebe uma proposta escrita, em dólares americanos, FCA Gaziantep, FOB Mersin, CIF ou DAP. O pagamento é por transferência bancária em duas metades, a segunda contra as fotografias da carga; as amostras seguem primeiro, gratuitas e tiradas da produção corrente, com o transporte por sua conta. Os preços não são publicados no site.
Vendem a uma só mercearia?
Não. A unidade de venda é um contentor para um importador ou um grande grossista; a mercearia compra ao seu grossista. Podemos indicar a uma mercearia a que camada deve perguntar.
Trabalham as marcas turcas nacionais?
São obtidas a pedido. O nosso foco são as especialidades de Gaziantep que os importadores atuais raramente trazem.
Um grossista que não importa diretamente pode encomendar um contentor?
Sim, fazendo-o passar pelo seu importador, que trata do desalfandegamento. A proposta e os documentos são preparados para esse arranjo.